Música
É HOJE A GRANDE FINAL DO EUROVISION SONG CONTEST
Chegou o grande dia do Eurovision Song Contest 2026. Neste sábado, Viena recebe a final da 70ª edição do concurso, com 25 países no palco da Wiener Stadthalle. A transmissão oficial está marcada para 21h no horário da Europa Central, 16h no horário de Brasília.
A final coroa uma semana intensa de apresentações, classificações e expectativa internacional. Na terça-feira, 12 de maio, a primeira semifinal selecionou Grécia, Finlândia, Bélgica, Suécia, Moldova, Israel, Sérvia, Croácia, Lituânia e Polônia. Na quinta-feira, 14, a segunda semifinal confirmou Bulgária, Ucrânia, Noruega, Austrália, Romênia, Malta, Chipre, Albânia, Dinamarca e Tchéquia.
Esses 20 classificados se juntam à anfitriã Áustria e aos Big Four — França, Alemanha, Itália e Reino Unido — formando a lista completa da decisão.
O que esperar da final
A grande final promete um espetáculo de forte apelo visual e musical. A abertura terá a volta de JJ, vencedor de 2025 pela Áustria, em uma performance chamada “The Queen of the Night”, com referências a Mozart, participação de mais de 40 dançarinos, acrobatas e a apresentação dos 25 finalistas.
Durante o período de votação, a programação terá ainda apresentações especiais para celebrar os 70 anos do Eurovision. Entre os nomes anunciados estão Alexander Rybak, Lordi, Ruslana, Verka Serduchka, Kristian Kostov, Max Mutzke, Erika Vikman e Miriana Conte, além de Parov Stelar e César Sampson.
A expectativa também passa pelo equilíbrio entre canções pop, baladas, performances teatrais e números com forte identidade nacional. Como de costume, o Eurovision combina música, imagem, impacto de palco e reação popular em uma noite que costuma reservar viradas até os últimos minutos da votação.
Países e ordem de apresentação
A ordem oficial da final foi divulgada pela organização do Eurovision Song Contest 2026 após a segunda semifinal. A Dinamarca abre a noite, enquanto a anfitriã Áustria encerra as apresentações.
- Dinamarca — Søren Torpegaard Lund, “Før Vi Går Hjem”
- Alemanha — Sarah Engels, “Fire”
- Israel — Noam Bettan, “Michelle”
- Bélgica — ESSYLA, “Dancing on the Ice”
- Albânia — Alis, “Nân”
- Grécia — Akylas, “Ferto”
- Ucrânia — LELÉKA, “Ridnym”
- Austrália — Delta Goodrem, “Eclipse”
- Sérvia — LAVINA, “Kraj Mene”
- Malta — AIDAN, “Bella”
- Tchéquia — Daniel Zizka, “CROSSROADS”
- Bulgária — DARA, “Bangaranga”
- Croácia — LELEK, “Andromeda”
- Reino Unido — LOOK MUM NO COMPUTER, “Eins, Zwei, Drei”
- França — Monroe, “Regarde!”
- Moldova — Satoshi, “Viva, Moldova!”
- Finlândia — Linda Lampenius x Pete Parkkonen, “Liekinheitin”
- Polônia — ALICJA, “Pray”
- Lituânia — Lion Ceccah, “Sólo Quiero Más”
- Suécia — FELICIA, “My System”
- Chipre — Antigoni, “JALLA”
- Itália — Sal Da Vinci, “Per Sempre Sì”
- Noruega — JONAS LOVV, “YA YA YA”
- Romênia — Alexandra Căpitănescu, “Choke Me”
- Áustria — COSMÓ, “Tanzschein”
Os três principais favoritos
Entre os nomes mais observados pela imprensa internacional e pela repercussão das semifinais, três países chegam à decisão com atenção especial.
Créditos da imagem: Divulgação/Eurovision Song Contest
A Finlândia aparece como uma das grandes forças da edição com “Liekinheitin”, interpretada por Linda Lampenius x Pete Parkkonen. A canção mistura vocal pop, energia dramática e violino em uma apresentação de forte impacto visual, apontada pela Euronews como uma das favoritas desde a primeira semifinal.

Créditos da imagem: Divulgação/Eurovision Song Contest
A Austrália ganhou força após a apresentação de Delta Goodrem com “Eclipse”. O Guardian destacou o desempenho vocal e a produção cênica da cantora, que garantiu a primeira classificação australiana para a etapa decisiva desde 2023.

Créditos da imagem: Divulgação/Eurovision Song Contest
Já a Itália, representada por Sal Da Vinci com “Per Sempre Sì”, chega embalada pela tradição italiana dentro do Eurovision e pela forte conexão histórica do país com a música popular europeia. A canção aposta em uma sonoridade melódica contemporânea com forte influência mediterrânea, característica frequentemente associada às participações italianas no festival. A imprensa europeia também destacou o apelo emocional da apresentação e a recepção positiva do público durante os ensaios oficiais em Viena.
Como funciona a votação
A votação da final do Eurovision Song Contest é dividida entre júri profissional e voto do público. Em 2026, a EBU reforçou o sistema 50/50 e também reintroduziu o voto dos júris nas semifinais, além de ampliar os painéis profissionais de cinco para sete jurados por país, com presença obrigatória de jovens jurados entre 18 e 25 anos.
Na final, o público poderá votar a partir de pouco antes da primeira apresentação. A votação segue durante todas as músicas e permanece aberta por cerca de 40 minutos após a última performance. Cada pessoa pode votar até 10 vezes, e espectadores de países que não competem também podem participar por meio do voto “Rest of the World”.
A pontuação combina os votos dos júris nacionais e do público. Como tradição, cada país atribui pontos aos seus favoritos, e o resultado final só é conhecido após uma sequência de anúncios que costuma transformar a reta final do programa em um dos momentos mais emocionantes da televisão europeia.
Um breve histórico do Eurovision
O Eurovision Song Contest nasceu em 1956, em Lugano, na Suíça, como uma competição musical criada para reunir emissoras públicas europeias em torno de um grande evento transmitido ao vivo. A primeira edição teve apenas sete países participantes e foi vencida pela suíça Lys Assia com “Refrain”.
Ao longo de sete décadas, o concurso se transformou em um dos eventos musicais mais populares do mundo, revelando artistas, consagrando performances e misturando música pop, tradição nacional, cenografia e cultura televisiva. A edição de 2026 acontece em Viena após a vitória austríaca de 2025 e marca mais um capítulo de uma história que segue acompanhada por milhões de espectadores. A Reuters informou que o concurso atraiu 166 milhões de espectadores em 2025.



