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JUSTIÇA NOS EUA CONSIDERA LIVE NATION E TICKETMASTER MONOPOLISTAS


Carta do papai Noel

Um júri federal de Nova York concluiu que a Live Nation e a Ticketmaster operaram ilegalmente como monopólio no mercado de venda de ingressos para grandes shows nos Estados Unidos, em violação às leis antitruste federais e estaduais. A decisão veio após um julgamento de cinco semanas e atinge diretamente a empresa mais dominante do setor de entretenimento ao vivo no país.

O júri também reconheceu que os fãs foram prejudicados financeiramente, com a Ticketmaster cobrando em média US$ 1,72 a mais por ingresso em comparação com um mercado competitivo. Esse valor pode servir de base para a fase de definição das indenizações e das medidas corretivas, que ainda será conduzida pelo juiz.

Por que o caso é importante

O veredito do júri não encerra a disputa, mas representa uma vitória relevante para os estados que moveram a ação e para as autoridades antitruste dos EUA. Caberá ao juiz, em etapa posterior, definir eventuais punições e medidas estruturais.

A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, afirmou que o júri confirmou que Live Nation e Ticketmaster “estão quebrando a lei” ao elevar preços e sufocar concorrentes, segundo o comunicado oficial do escritório dela.

O caso é considerado histórico porque questiona a estrutura de poder construída pela Live Nation ao longo de anos: controle de casas de shows, promoção de eventos e bilheteria. Segundo a acusação, essa integração vertical ajudou a empresa a restringir a concorrência e a impor condições mais duras a artistas, casas de espetáculo e consumidores.

O que o júri entendeu

De acordo com o comunicado da procuradora-geral de Nova York, o júri concluiu que a Ticketmaster mantém ilegalmente um monopólio no mercado de serviços de bilheteria para grandes casas de espetáculo. O júri também entendeu que a Live Nation possui monopólio em mercados ligados a anfiteatros de grande porte e que a companhia exigia, de artistas que usavam esses espaços, a contratação de seus serviços de promoção.

Na prática, o veredito sustenta a tese de que a empresa usou seu peso no mercado para impedir alternativas viáveis. Isso reforça a narrativa dos estados de que a falta de competição teria permitido o aumento de tarifas e a piora nas condições de compra para o público.

O que pode acontecer agora

Apesar do reconhecimento de prática ilegal pelo júri, ainda não há decisão final sobre punições financeiras ou mudanças estruturais na empresa. A próxima etapa será conduzida pelo juiz, em um julgamento separado, para definir os chamados remédios — ou seja, medidas corretivas e eventuais penalidades monetárias.

Na cobertura de veículos como The New York Times e NBC News, o caso também é descrito como um processo com potencial para gerar centenas de milhões de dólares em indenizações e abrir caminho para medidas mais duras, inclusive venda de ativos ou mudanças profundas no modelo de negócios — embora isso ainda dependa da decisão do juiz.

Impacto no mercado

Se a decisão judicial avançar para medidas estruturais, o impacto pode ser grande no mercado norte-americano de ingressos e, por extensão, no restante da indústria global de shows. A Live Nation é uma das maiores empresas do setor no mundo, e a Ticketmaster segue como marca central da bilheteria de grandes turnês.

Para consumidores, o ponto mais sensível é o custo final do ingresso, já que as taxas e cobranças extras têm sido alvo recorrente de reclamações. Para artistas e casas de espetáculo, a decisão pode aumentar a pressão por alternativas de venda e por contratos menos concentrados.



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