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Política

‘Vergonha’: líder do governo Paes sai em defesa de vereador do PSD preso e mantém ofensiva a Cláudio Castro


Carta do papai Noel

Márcio Ribeiro, líder do governo Eduardo Paes (PSD) na Câmara do Rio, saiu em defesa do vereador de sua bancada, Salvino Oliveira, preso nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil. Em sua declaração nesta quinta-feira (12), o parlamentar também manteve a ofensiva de críticas ao governo do estado.

De acordo com Ribeiro, a operação que levou à prisão do vereador do PSD foi, na verdade, um “circo”, uma “vergonha” e “um tapa na cara” da Casa Legislativa. Ele afirmou ainda que, até o momento, não há qualquer “linha” que relacione Salvino com as acusações feitas pelas forças policiais.

“O que aconteceu na nossa cidade ontem não representa apenas a falência da segurança pública, é também um tapa na cara desta Casa Legislativa. Ter um vereador preso nas condições em que o vereador Salvino foi preso ontem é uma vergonha para a política e uma vergonha para esta Casa”, afirmou.

‘Poderia ser com qualquer um de nós’

Em seguida, reforçou o discurso também apresentado por Paes, denunciando o uso da Polícia Civil para perseguir adversários políticos, já que o prefeito é pré-candidato ao Palácio Guanabara e principal nome de oposição à base de Castro.

“Todos nós vamos ter medo de subir a esta tribuna a partir de hoje para falar algo que esteja em desacordo com aquilo em que eles acreditam. Porque, dependendo da nossa fala, pode ser que a nossa casa seja invadida antes do amanhecer para nos conduzir presos por algo que nem eles sabem se a gente fez ou não. Poderia ser com qualquer um de nós”, completou.

Base e oposição ouviram discurso em silêncio

O discurso deixou o velho Palácio Pedro Ernesto em um verdadeiro clima de velório, com base e oposição em silêncio enquanto o líder do governo falava. Márcio, depois acompanhado por Flávio Valle (PSD), tentou ainda derrubar a sessão em protesto com a verificação de quórum, mas não houve adesão necessária.

Salvino foi preso durante uma operação que investiga lavagem de dinheiro e apoio logístico ao Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, o vereador teria negociado com traficantes da Gardênia Azul autorização para fazer campanha na região em troca da instalação de quiosques na comunidade.



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