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Qual a solução da Fifa para a desistência do Irã da Copa do Mundo?

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O anúncio do Ministro dos Esportes e Juventude do Irã da desistência do país de disputar a Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá nesta quarta, 11, materializou um problemão para a Fifa. Ahmad Donyamali, declarou que “não há condições que nos permitam participar na Copa do Mundo”, deixando em aberto a vaga da equipe na competição.

O Irã foi sorteado para o grupo G, junto de Bélgica, Nova Zelândia e Egito. A seleção se classificou na terceira fase das Eliminatórias da Ásia, ao terminar na primeira colocação do grupo A, à frente de Uzbequistão, que também conquistou vaga direta para o mundial.

O regulamento da Fifa para a Copa do Mundo de 2026 determina uma punição em caso de desistência. “Qualquer Federação Membro Participante que se retirar da Copa do Mundo da FIFA 2026 até 30 dias antes da primeira partida da fase final será multada em pelo menos 250 mil francos suíços (R.652.050) pelo Comitê Disciplinar da FIFA”, diz o artigo 6.2 documento. A Federação do país também terá de reembolsar os valores concedidos pela Fifa na preparação para o torneio, e pode ser expulsa da associação.

No entanto, não está claro no documento quem será o substituto da seleção desistente na Copa do Mundo. Caso a participação de uma Federação Membro não for possível “em decorrência de força maior”, a Fifa “decidirá sobre a questão a seu exclusivo critério e tomará as medidas que julgar necessárias”, inclusive, substituindo por outra Federação.

Principais candidatas

Sem precedente histórico em Copas do Mundo, são algumas as opções da Fifa para substituir o Irã.

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A principal é o Iraque. O vizinho do Oriente Médio venceu a repescagem asiática contra os Emirados Árabes Unidos e está na disputa da repescagem internacional, os playoffs. Como uma das duas seleções com melhor ranking nesta fase, disputa apenas a final contra o vencedor de Bolívia e Suriname.

O Iraque surge como potencial substituto para receber a vaga direta do Irã por ser a de melhor ranking entre as finalistas da repescagem internacional e ser do mesmo continente que o país desistente.

No entanto, a mesma guerra que motivou o Irã a abrir mão da Copa do Mundo, está no caminho do Iraque e outro possível substituto. A repescagem internacional está programada para ser disputada em Monterrey no México, entre os dias 26 de março e 1 de abril. No entanto, com o espaço aéreo fechado na região por conta de ataques iranianos, jogadores e comissão técnica da seleção iraquiana teriam dificuldade para deixar o país e viajar ao continente americano para disputa com Bolívia ou Suriname. O técnico da equipe fez pedido público e está em contato com a Fifa para possível adiamento do jogo.

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O problema parece resolvido se o Iraque receber a vaga direta do Irã. No entanto, o problema passaria para os Emirados Árabes Unidos, também alvo de ataques iranianos, e com espaço aéreo reduzido e principais jogadores na região. Os EAU entrariam na disputa da repescagem internacional ainda programada para o fim do mês. Outra opção, seria o vencedor de Bolívia e Suriname ir diretamente para a Copa, por não precisarem enfrentar o Iraque na segunda fase da repescagem.

Também é possível que a decisão da Fifa de quem receberá a vaga direta aconteça apenas depois da repescagem. Então, o Iraque pode se classificar através dos playoffs, e ir para o grupo I, junto de França, Senegal e Noruega. Nesse caso, os Emirados Árabes Unidos também aparecem como candidatos a receber a vaga direta do Irã por serem o segundo asiático mais bem colocado no ranking da Fifa depois do Iraque e que não está classificado para o mundial. A Fifa também pode conceder neste caso a vaga para uma seleção de outro continente na repescagem, sendo a RD Congo a melhor no ranking entre elas depois do Iraque.



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