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Quatro jogadores do Vasco do Acre são investigados pelo estupro de duas mulheres em alojamento
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Quatro jogadores da Associação Desportiva Vasco da Gama (Vasco-AC) são investigados pelo estupro de duas mulheres dentro do alojamento do clube, em Rio Branco, no Acre, na madrugada da última sexta-feira, 13.
Os atletas citados na investigação são Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior. O atacante Erick Serpa foi preso em flagrante no sábado, 14, e teve a prisão convertida em preventiva durante uma audiência de custódia realizada no domingo. Os outros três jogadores, que não estavam no alojamento no momento que a polícia chegou, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça e devem se apresentar na delegacia.
Ao portal g1, o advogado Atevaldo Santana afirmou que os atletas negam as acusações e afirmam que a relação foi consensual. Segundo ele, todos são réus primários, maiores de idade, sem antecedentes criminais, e se apresentarão espontaneamente em sede policial.
A denúncia foi registrada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no sábado. De acordo com o delegado Alcino Souza, as mulheres estavam com medo de retaliação e foram orientadas por uma assistente social a formalizar a denúncia. Elas foram localizadas na Maternidade Bárbara Heliodora após deixarem a delegacia sem concluir o registro da ocorrência.
A polícia ainda informou que as mulheres foram para o alojamento com intenção de se relacionar com os jogadores. No entanto, os atos seguintes teriam ultrapassado os limites consentidos.
O treinador do Vasco Acre, Eric Rodrigues, afirmou que os jogadores são proibidos de levar mulheres para o alojamento. Segundo ele, além dos atletas e das duas denunciantes, uma terceira mulher também estava na residência no momento do suposto crime. O técnico declarou que, independentemente da conclusão das investigações, houve descumprimento das normas internas do clube e os envolvidos serão punidos.
Em nota oficial, a Associação Desportiva Vasco da Gama (AC) informou que adotou medidas administrativas internas para apurar o caso e que está à disposição para colaborar com as autoridades. A instituição também afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e ressaltou que eventuais responsabilizações dependem da apuração oficial, com garantia do devido processo legal.