Esportes
Os atletas investigados por antidoping após suposta injeção peniana
O grupo responsável pelo combate ao doping nos Jogos Olímpicos de Inverno vai analisar casos envolvendo atletas de salto de esqui que estariam injetando ácido hialurônico na região genital para tentar manipular uma das regras do esporte. Relatos da imprensa europeia, tratados como “surreal”, indicam que o objetivo seria influenciar as medidas corporais utilizadas na confecção dos uniformes de competição, o que, se confirmado, poderia dar vantagem durante os saltos. Estudos científicos, segundo o Daily Mail, apontam que o “aumento na área da superfície de um traje de paraquedismo pode ter o efeito de transformar o saltador em um planador humano”.
De acordo com o The Guardian, no ano passado, dois medalhistas olímpicos recentes da Noruega, Marius Lindvik e Johann André Forfang, receberam suspensões de três meses depois que se descobriu que a equipe havia ajustado secretamente as costuras de seus trajes na região da virilha durante o Campeonato Mundial de Esqui de 2025.
Ainda segundo o veículo, o técnico da seleção norueguesa, Magnus Brevik, o auxiliar técnico Thomas Lobben e o membro da comissão técnica Adrian Livelten também foram suspensos por 18 meses por seu envolvimento no esquema, que aumentou o tamanho dos uniformes dos atletas e, consequentemente, reduziu sua taxa de descida devido ao aumento da envergadura.
O caso, apelidado de ‘penis-gate’, está sendo monitorado e investigado pela Agência Mundial Antidoping para determinar se constitui uma forma de doping ou manipulação proibida, embora até o momento não haja evidências concretas de que a prática esteja ocorrendo.



