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Oito meses depois, investigação sobre furto cometido por PMs do Bope no Alemão ainda não foi concluída pelo MPRJ
A divulgação dos vídeos de câmeras corporais que flagraram oito agentes da tropa de elite da Polícia Militar furtando pertences em uma casa no Complexo do Alemão, em janeiro, gerou uma onda de repúdio e forte mobilização das comissões de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), da Assembleia Legislativa (Alerj) e da Câmara dos Deputados. O caso foi publicado no Blog do Ullisses Campbell do Jornal O GLOBO. As entidades apontam que a cena, na qual PMs aparecem debochando enquanto se apossam de roupas de grife, perfumes e caixas de som de moradores, expõe, segundo os advogados e coordenadores das comissões, “uma grave cultura de impunidade e a desumanização dos moradores de favela”. O principal alvo das críticas é a lentidão na apuração do caso, que, passados oito meses, ainda não resultou em denúncia formal à Justiça.



