Cidade
Nas passarelas das vias expressas do Rio, sobram motos e camelôs e faltam pedestres

Solução criada para evitar atropelamentos e dar mais fluidez ao trânsito, as passarelas não são mais apenas para pedestres. Basta cruzar a Avenida Brasil, onde as primeiras travessias foram instaladas na década de 1970, para ver que as estruturas são usadas como atalhos por motociclistas. Outras são tomadas por barracas de camelôs. E quem deveria de fato passar por ali, não raramente, se arrisca entre os veículos em alta velocidade para chegar ao outro lado da via. Um estudo feito pela ViaRio, concessionária que administra um trecho da Transolímpica (Recreio—Deodoro), mostra que, a cada 15 minutos, mais de 30 pessoas atravessam a via expressa em meios aos carros. E, diferentemente do que se possa imaginar, não é uma questão de tempo: cruzar a pista leva, em média, dois minutos e 25 segundos, enquanto usar a passarela, um minuto e 15 segundos.