Saúde

Trump diz que grávidas não devem tomar paracetamol devido ao suposto risco de autismo


O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (22) que a FDA (Food and Drug Administration, a Anvisa dos EUA) pedirá aos médicos que aconselhem mulheres grávidas a não usarem Tylenol , conhecido como paracetamol, devido ao risco aumentado de autismo.

“Tomar Tylenol não é bom. Eu digo: não é bom. Por esse motivo, eles recomendam fortemente que as mulheres limitem o uso de Tylenol durante a gravidez, a menos que seja clinicamente necessário”, disse Trump durante evento na Casa Branca, ao lado de Robert F. Kennedy Jr., secretário do Departamento de Saúde dos EUA, equivalente ao ministro da Saúde no país.

Kennedy afirmou que a FDA iniciará o processo de alteração do rótulo de segurança do medicamento.

Na última sexta-feira (19), o presidente norte-americano já havia adiantado que teria um anúncio “incrível” para fazer o autismo e afirmou que o transtorno “está totalmente fora de controle” e que achava que “talvez tenhamos um motivo para isso”. No domingo (21), Trump disse que achava o paracetamol “um fator muito importante” para o autismo.

Cientistas estudam uma possível conexão há anos, mas as pesquisas até agora não produziram resultados conclusivos.

O paracetamol é considerado uma das poucas opções seguras para tratar dor ou febre durante a gravidez. Os médicos já alertam rotineiramente as gestantes contra o uso prolongado.

Estudos que examinaram o possível risco ao desenvolvimento cerebral fetal são mistos. Enquanto alguns encontraram uma ligação com distúrbios do neurodesenvolvimento em crianças, outros não.

Alguns cientistas recomendaram que os profissionais de saúde tomem uma postura preventiva e alertem as mulheres grávidas sobre a possibilidade de uma ligação entre o paracetamol e o autismo.

Com Reuters e New York Times



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