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Música

Final do Festival Eurovision sobe ao palco em meio ao boicote sobre Gaza


Carta do papai Noel

Por Francois Murphy

VIENA, 16 Mai (Reuters) – ​A final do Festival Eurovision acontece em Viena neste sábado, e os organizadores esperam que o show anual seja um sucesso, apesar da desistência de cinco países diante da participação de Israel.

A preparação para o evento – uma competição kitsch e geralmente bem-humorada entre artistas pop de países da Europa e de outros continentes, agora em seu 70º ano – foi ⁠ofuscada ⁠por um boicote ao evento ​por parte ‌das emissoras públicas dos pesos pesados Espanha, Holanda e Irlanda, além da Islândia e Eslovênia.

Esses países estão protestando contra a participação de Israel após a ⁠ofensiva militar do país em Gaza, uma resposta ao ​ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.

A ​RTE da Irlanda disse que ‌participar seria ‘inconcebível, dada ​a terrível ⁠perda de vidas em Gaza e a crise humanitária no local’.

Israel alegou uma campanha global de difamação contra o país.

‘Somos ​o maior show de música do mundo, e qualquer evento global como o nosso, seja arte ou esporte, vai colidir com o mundo às vezes’, disse o ​diretor do concurso, Martin Green, à Reuters antes do início do concurso nesta semana.

‘Tentamos proteger o Eurovision como um espaço neutro onde podemos reunir artistas por meio da música e demonstrar que talvez o mundo possa ser melhor do que é às vezes.’

Os boicotes reduziram o número de inscrições no ​concurso para 35, o menor desde 2003, o que quase ‌certamente reduzirá a audiência televisiva ⁠global de um evento que, no ano passado, foi estimado em 166 milhões de pessoas, mais do que ⁠os cerca de 128 milhões do ⁠Super Bowl. Haverá 25 países, ⁠incluindo Israel, participando ⁠da ​final de sábado.

(Reportagem de Francois Murphy, edição de Rosalba O’Brien)



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