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Esportes

Jogos de Milão e Cortina são ‘divisor de águas’ para participação brasileira, que termina com ouro


Carta do papai Noel

Os Jogos de Milão e Cortina chegaram ao fim neste domingo, 22, com o Brasil celebrando sua melhor participação na história da competição. Pelo primeira vez, o país ganha uma medalha na Olimpíada de Inverno, e de ouro: o norueguês-brasileiro Lucas Pinheiro Braathen ficou no topo do pódio no slalom gigante, modalidade tradicional e a mais técnica do esqui alpino. A delegação brasileira na Itália foi a maior já registrada, com 14 atletas, e encerrou na 19ª colocação.

O presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), Emílio Strapasson, disse que o país entra “num grupo exclusivo”. “Antes, éramos só o pessoal dos pins raros. Agora, nós temos uma medalha de ouro depois de 102 anos de Olimpíadas de Inverno”, afirmou, avaliando que o resultado do Brasil “é um divisor de águas”. O país participa dos Jogos de Inverno desde 1992, mas nos últimos tempos comecçou a buscar atletas de fora com boa performance.

Mesmo sem medalhas, outros atletas fizeram bonito em cenários inexistentes no país, concluindo a melhor campanha do Brasil. No skeleton, Nicole Silveira terminou em 11º lugar, o melhor resultado em provas no gelo do Brasil. A atleta vive no Canadá. No snowboard halfpipe, Pat Burgener e Augustinho Teixeira terminaram em 14º e 19º. No bobsled, o trenó liderado por Edson Bindilatti, com os atletas Rafael Souza, Luis Bacca e Davidson de Souza, terminou na 19ª posição, também o melhor resultado na modalidade 4-man.



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