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Esportes

A repercussão da acusação de racismo contra o brasileiro Vinicius Jr.

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Carta do papai Noel

A acusação de racismo do argentino Gianluca Prestianni do Benfica contra o brasileiro Vinicius Jr., durante a derrota da equipe de Lisboa para o Real Madrid por 1 a 0, com gol do próprio Vinicius Jr., ecoou pelo mundo do futebol em forma de protesto. Segundo o atacante merengue, o adversário o teria chamado de “mono”, macaco, em espanhol.

O ex-atacante Thierry Henry, entre a emoção e a indignação, foi a uma emissora de televisão para desabafar: “Eu já fui chamado de macaco e não é legal de jeito nenhum. Você não pode colocar todos no mesmo balaio. Isso não é um problema do Benfica, não é um problema português. Isso não é um problema do Mourinho. É um problema de Prestianni. Às vezes você se sente sozinho, porque pode ser sua palavra contra a dele. Como não sabemos o que Prestianni disse, porque colocou sua camiseta sobre a boca para garantir que ninguém visse o que ia dizer, claramente é suspeito. Ouvi pessoas dizer que isso sempre acontece com o Vinicius Jr. E daí: Voltemos ao ponto. Foi dito que o Vinicius Jr. é um macaco. O que devemos fazer? E além disso ele não pode comemorar”.

O brasileiro Luizão, que atuou pelo Benfica, também revelou indignação: “Essa camisa é muito grande, eu amo o Benfica, é minha segunda pele, tem que ser digno para vestir o manto sagrado. Futebol se ganha na raça, na luta. Foi ato racista SIM e estou envergonhado por isso”.

A resposta os dirigentes

A UEFA decidiu abrir um inquérito disciplinar depois das acusações de racismo. Em comunicado, o órgão que gere o futebol europeu diz que analisará as súmulas da partida de terça-feira.

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Os dirigentes do Benfica disseram – sempre pelas redes sociais – que, tendo em conta a distância a que estavam, os jogadores do Real Madrid “não podem ter ouvido o que dizem ter ouvido o que ouviram”, mas não descartam o gesto inaceitável.

A possível punição

Se as investigações apontarem, de fato, para racismo, Gianluca Prestianni poder ser punido com 10 jogos. A UEFA é clara nesse ponto, de acordo com o regulamento:

“Qualquer jogador ou dirigente considerado culpado de conduta racista deve ser suspenso pelo menos durante dez jogos (ou um período de tempo correspondente para representantes de um clube)”.



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