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Proprietária da casa de ‘Ainda Estou Aqui’ desmente Paes e afirma nunca ter recebido proposta da prefeitura


Carta do papai Noel

Foto: Reprodução/GoogleMaps

Depois de voltar ao mercado, agora com valor R$ 4 milhões acima do que antes de Ainda Estou Aqui conquistar o Oscar, a casa que serviu de cenário para o filme, avaliada atualmente em R$ 18 milhões e localizada no ponto mais nobre da Urca, em frente à mureta, virou alvo de mais uma polêmica. A prefeitura desistiu oficialmente da compra alegando que o preço estava acima do que o município poderia pagar. Mas a dona do imóvel, Lúcia Freitas, afirma que jamais recebeu qualquer proposta financeira do município.

O imóvel foi desapropriado em março pelo prefeito Eduardo Paes logo após a vitória do longa no Oscar de melhor filme estrangeiro. A ideia era transformar o casarão, construído em 1937 e com mais de 400 metros quadrados, na Casa do Cinema Brasileiro. Paes disse na última quinta-feira (18/09) que tentou negociar, mas o valor não cabia nos cofres públicos. Segundo o município, o que a prefeitura estava disposta a oferecer não foi aceito pelo proprietário.

A versão de Lúcia, no entanto, é diferente. Ela garante que nunca recebeu proposta formal. A proprietária explicou à coluna de Ancelmo Gois que abriu a casa para visitas de arquitetos e corretores, mas que em nenhum momento se falou em valores. Sempre soube das intenções de compra apenas pelos jornais e afirma que nunca teve contato direto com o prefeito. Agora, sua expectativa é que a desapropriação seja revogada para que o imóvel volte de fato ao mercado. Nas palavras dela, o único pedido é que Eduardo Paes libere logo a casa para venda.

O casarão, de frente para a Baía de Guanabara, tem piscina, varanda, ampla sala de estar e planta clássica das décadas de 30 e 40. No filme, ele representou a antiga residência da família Paiva na Delfim Moreira, no Leblon, demolida entre os anos 70 e 80. A semelhança com as casas do bairro naquela época fez dele o cenário ideal para a produção. Depois do sucesso nas telas, o imóvel ganhou status de ponto turístico no bucólico bairro da Urca, um dos mais seguros e charmosos da zona sul carioca.

A última moradora do imóvel, em entrevista ao DIÁRIO DO RIO em janeiro, confessou que viveu na casa por três anos, antes de a propriedade ser alugada para as filmagens. Para o longa, a produção chegou a descaracterizar a casa, dando ares mais antigos. Hoje, essa ex-inquilina vive na Vieira Souto, em Ipanema.

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