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Em quase 10 anos, 69 animais foram baleados no Grande Rio

Uma macaca-prego foi resgatada após ser baleada no ombro na Rua Piratininga, na Gávea, Zona Sul do Rio, no último dia 9. Batizada de Maria, a fêmea segue em tratamento, mas perdeu os movimentos das pernas devido a uma bala que permanece alojada na coluna. O caso reacendeu o debate sobre a escalada de violência que atinge não apenas a população humana, mas também os animais.
Segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado, em quase dez anos foram registrados 69 animais baleados na região metropolitana do Rio de Janeiro. Desse total, 38 morreram e 31 ficaram feridos. Somente em 2025, já foram quatro registros: um animal morto e três feridos.
Entre as vítimas, cães lideram as estatísticas, com 55 atingidos (31 mortos e 24 feridos). Também foram contabilizadas capivaras (4 mortas), cavalos (3 baleados — 1 morto e 2 feridos), papagaios (3 feridos), um jacaré (morto), uma tartaruga (morta), um gato (ferido) e dois macacos-prego (um morto e Maria, que sobreviveu).
No ano passado, entre janeiro e meados de setembro, cinco animais foram baleados na Grande Rio, com quatro mortes e apenas um sobrevivente.
Entre os episódios mais recentes, em 13 de março, um cavalo foi atingido por bala perdida durante uma operação policial na Maré, na Zona Norte, mas sobreviveu. Em 28 de junho, um pitbull morreu após ser alvejado por um policial que tentou impedir que o animal atacasse o próprio tutor, em Botafogo. Já em 13 de agosto, um cachorro foi atingido na pata durante confronto na Cidade de Deus, na Zona Oeste, e resgatado por uma ONG.
Os dados fazem parte da plataforma Vânia.br.ai



